No dia 04 de setembro aconteceu o Encontro de Fiandeiras da 5ª Jornada Mineira do Patrimônio Cultural. Esta administração acredita que cada ser humano é um eixo de interação de ensinar e aprender, cada pessoa é em si mesmo uma fonte original de saber e de sensibilidade. Em cada momento de nossas vidas estamos sempre ensinando algo a quem nos ensina e estamos aprendendo alguma coisa junto a quem ensinamos algo. Ao interagir com ela própria, com a vida e o mundo e, mais ainda, com círculos de outros atores culturais e de seus círculos de vida, cada pessoa aprende e reaprende. E, assim, cada mulher ou homem é um sujeito social de um modo ou de outro culturalmente socializado e é, portanto, uma experiência individualizada de sua própria cultura.
O Encontro de Fiandeiras é um momento especial para que a população guardamorense tenha a oportunidade de vivenciar o modo de fiar e tecer que faz parte do patrimônio imaterial da cidade e necessita ser preservado para que as futuras gerações não percam sua identidade valorizando os saberes e fazeres.
O fiar mais uma vez encanta as crianças num entrelaçar de mãos enveredando a história de um povo e que denominamos cultura. E é através desta cultura que nos conhecemos, conhecemos o outro e formamos nossa identidade, pessoal e coletiva, criando raízes. Tivemos a presença das fiandeiras do município de Vazante/MG, das Bordadeiras de Paracatu/MG que vieram abrilhantar o evento.
Enfim, parabéns aos organizadores, no relembrar constante dos princípios do relativismo cultural para as novas gerações, na valorização da diversidade cultural, nos valores como respeito e tolerância; no estímulo permanente à curiosidade pela cultura e identidade tradicional, divulgando-as para que sejam conhecidas e reconhecidas na sociedade abrangente, de modo que seja transmitida a vontade de aprender, vivenciar, compreender, repassar e reinventar as tradições do nosso povo,da nossa gente.
No município onde moro, Guarda-Mor- MG, a benzição se faz presente e é procurada por aqueles que tem fé neste trabalho desenvolvido principalmente pelas pessoas mais antigas do lugar. Quando trabalhava na cultura desenvolvemos trabalhos referentes ao assunto e numa pesquisa de campo entrevistamos um ilustre cidadão que carinhosamente é chamado de Sr. Terto. Ele reza de quebrante, diarréia, vento caído, dor de cabeça e por ai vai. Usa galhinhos de ramo verde, palavras invocando Deus e Nossa Senhora e avisa "que quem não tem fé nem precisa procurar pela reza".Como forma de divulgar a cultura tradicional popular registro aqui neste blog as orações de benzição. Tertulino Gomes da Cruz ...































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