Cada ser humano é um eixo de interações de ensinar e aprender, cada pessoa é em si mesmo uma fonte original de saber e de sensibilidade. Em cada momento de nossas vidas estamos sempre ensinando algo a quem nos ensina e estamos aprendendo alguma coisa junto a quem ensinamos algo. Ao interagir com ela própria, com a vida e o mundo e, mais ainda, com círculos de outros atores culturais e de seus círculos de vida, cada pessoa aprende e reaprende. E, assim, cada mulher ou homem é um sujeito social de um modo ou de outro culturalmente socializado e é, portanto, uma experiência individualizada de sua própria cultura.
A educação do município de Guarda-Mor revendo seu currículo ganhou em termos de qualidade com o Projeto de Educação Patrimonial dissertando o Tema: “O MODO DE TECER E FIAR" reintegrando e fazendo interagirem as diferentes criações culturais do espírito humano, com um mesmo valor. Ensinar a pensar e sensibilizar o pensamento entretecendo a arte do fiar valorizando o fazer artístico das criações populares.
Com este espírito artístico teve culminância o referido Projeto no III Encontro de Fiandeiras da Jornada Mineira Cultural no dia 14/09/2013 (sábado).Segundo a Profa. Solange Dayrell que direcionou os trabalhos com os alunos do quarto ano da Escola Dorotéa Borges Novelino no período matutino e vespertino e com os alunos do sétimo e oitavo ano da Escola Estadual Dr. Antônio Ribeiro no período matutino o III Encontro de Fiandeiras é uma culminância do trabalho desenvolvido das referidas escolas. Durante o desenvolvimento do Projeto de Educação Patrimonial foi deixado marcas, pegadas, trilhas, caminhos e estradas que foram abertas através de um movimento circular de produção de conhecimentos que, desde os saudosos tempos de Mário de Andrade, chamamos de bens culturais: saberes de um povo.
O fiar mais uma vez encanta as crianças num entrelaçar de mãos enveredando a história de um povo e que denominamos cultura. E é através desta cultura que nos conhecemos, conhecemos o outro e formamos nossa identidade, pessoal e coletiva, criando raízes. As crianças do quarto ano aprenderam a história de Guarda-Mor, a importância do tombamento, os instrumentos usados pelas fiandeiras como: roda, carda, dobradeira, descaroçador, tear, arco, fuso e etc.
Foi realizada oficina com os alunos de: tingimento, descaroçar o algodão, como fazer o fio da linha e também como é levado o fio para o tear com a finalidade de tecer: coberta,tapetes,colchas e etc.Os alunos desenvolveram poesias e redação sobre a importância do fiar e estes serão encaminhados ao IEPHA. Durante a exposição do III Encontro de Fiandeiras estiveram presentes as Fiandeiras de Guarda-Mor, as Fiandeiras de Vazante com a Folia de Reis "Chico Monteiro" e também as Fiandeiras de Bonfinópolis de Minas que vieram de tão longe para animar e encantar os atores expectadores que se fizeram presentes.
Enfim, parabéns aos organizadores da educação e cultura do município de Guarda-Mor no relembrar constante dos princípios do relativismo cultural para as novas gerações, na valorização da diversidade cultural, nos valores como respeito e tolerância; no estímulo permanente à curiosidade pela cultura e identidade tradicional, divulgando-as para que sejam conhecidas e reconhecidas na sociedade abrangente, de modo que seja transmitida a vontade de aprender, vivenciar, compreender, repassar e reinventar as tradições da nossa gente, do nosso povo.










































































































































Ao Guardamorense Pedro Antônio peço licença para postar uma das mais belas músicas que retrata com perfeição esta cidade hospitaleira, maravilhosa e cheia de encantos. Música: Um Lugar Compositor: Pedro Antônio. Há um lugar que você não conhece Longe do mar, mas bem perto do céu Tem um luar, dá pra contar as estrelas Nesse lugar não precisa Ter sonhos Basta colher o que a terra nos dá E semear novas canções de ninar Lá nesse lugar, não há nenhum lugar para a tristeza Sob aquele céu, eu tiro meu chapéu pra natureza Na água cristalina do riacho pequenino que se vai Eu lanço a minha voz e vou agradecer tudo ao meu pai Lá tem um mel de jataí, A vida é doce sem igual Tem sabiá, tem juriti Fruta fresquinha no quintal Tem vaga-lume que clareia Em lua cheia, lobo guará Você sabia que um dia teve até jacarandá (tamanduá) Se você quer, vou te levar Prá ser feliz em guatapará Um Guarda-Mor cuida de lá Um Guarda-Mor cuida de nós.
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